Abrimos a edição de nº 149 da Revista Guitarload com um convite simples e, ao mesmo tempo, desconfortável: repensar o instrumento que você acha que já conhece. Em um cenário onde técnica e linguagem avançam lado a lado, esta edição costura diferentes visões sobre o que a guitarra é — e, principalmente, sobre o que ela ainda pode ser.

Nesta edição, as entrevistas ampliam esse olhar ao trazer guitarristas que, cada um à sua maneira, tensionam os limites do instrumento. Hussein Haddad aparece como um exemplo de construção sólida entre o rock e a música instrumental contemporânea e chega a uma linguagem própria, onde técnica e identidade caminham juntas sem concessões. Já Igor Gnomo representa a força da fusão como caminho criativo, conectando o universo do rock e do fusion à riqueza da música nordestina, provando que a guitarra pode absorver sotaques e reinventar seu papel. Por outro lado, Daniel Daibem traz uma perspectiva mais reflexiva, onde tocar se aproxima da comunicação e reforça que técnica, escuta e intenção são partes do mesmo discurso.
E é dentro desse espírito que chegamos ao tema que atravessa a edição: precisamos falar sobre guitarra microtonal. A guitarra sempre vendeu a ideia de mapa completo. Doze semitons, tudo no lugar. Só que não. Entre um traste e outro existe um espaço ignorado por convenção, não por limitação física. Aqui, tratamos a microtonalidade como esse lembrete direto de que o instrumento pode ir além — e talvez sempre tenha podido. Para abrir essa conversa, reunimos conteúdos que exploram o tema por ângulos diferentes, incluindo a indicação de um vídeo que destrincha o setup da Angine de Poitrine. Não é sobre respostas definitivas. É sobre provocar a pergunta certa.
E não para por aí. A edição ainda fala sobre a Tedeschi Trucks Band, traz review de um pedal de alto ganho da Electric Eye Audio, além de lançamentos e novidades que mantêm o radar sempre ligado.
Bend up!